•Terça-feira, 21/Julho/09 •
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Certa vez, muitos anos atrás, eu quis encher uma casa de flores. Entre margaridas, rosas e tantas outras desconhecidas minhas, estavam elas ali: as flores azuis.
Depois, já aqui na casinha, nem me lembrava que eram minhas vizinhas. Dia desses, me dei conta. E não eram mais nada além de flores azuis.
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•Quinta-Feira, 11/Junho/09 •
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Neste dia 12 de junho, Dia dos Namorados, participo de uma noite incrível no Sesc Pompéia: Os Roqueiros também amam. Divido o palco com gente que já cantou e tocou um bocado por aí… Marcelo Nova, Clemente, Wander Wildner e mais uma galera que muito me orgulho.
Detalhes em: http://migre.me/24ng
O repertório, como não poderia deixar de ser, baseia-se em músicas que têm como tema principal o amor. Correspondido, desiludido, feliz ou amargurado, ele faz parte da vida de todos nós.
Robertão já disse muito sobre o amor, e parafraseando suas palavras, será de sua melhor fase uma das músicas que canto amanhã:
http://www.youtube.com/watch?v=cU4J7HF5CPA&fmt=18
Feliz Dia do Namorados a todos!
Publicado em musica
•Quarta-feira, 10/Junho/09 •
2 Comentários
Foi uma noite longa. Dessas que fazem você pensar que durou anos, dada a velocidade com que uma palavra engata na outra. E numa música. E num filme. E num sorriso. E quase termina em um parque em uma manhã de domingo.
Algumas noites depois, a distância mal calculada de um sussurro permitiu um leve toque que impiedosamente liquidou o resto do mundo por alguns segundos. Mas ok, o mundo ainda estava lá, pronto pra ser atingido se o pára-quedas falhasse.
Porém, quatro noites depois, o resto do mundo deixou de existir. E o pára-quedas também. E a chuva caiu para regar as sementes espalhadas pelo chão.
E se passou mais uma noite. E outra. E outras.
Até que o sol raiou, trazendo luz aos fatos e o uivo doído do cão da casa ao lado.
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•Quinta-Feira, 22/Janeiro/09 •
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Banho longo, sal grosso, roupa branca. Uma boa dose de esperança e voilá! Começava a festa.
A TV ligada (quase) não deixava margem para olhares constrangidos. Aquelas pessoas estavam ali há horas e, embora compartilhassem um mesmo sobrenome, eram praticamente estranhos.
Estávamos em mais uma das reuniões familiares que, por terem se tornado uma convenção anual de fofocas e maledicências, pouco mantinham o propósito original de harmonia. Ora via-se um tio alcoolizado erguer a taça em brinde, ora ouvia-se o estilhaçar de uma garrafa em meio a gritos e desaforos. Não se pode negar: tudo era colocado em pratos limpos, para o bem ou para o mal.
A menina observava tudo silenciosamente com os restos de ilusão. E o cachorro se escondia atrás do sofá com os restos de churrasco.
Publicado em cotidiano
•Segunda-feira, 3/Novembro/08 •
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E tudo começou com a promessa de calmaria. Mas não é preciso muito para convencê-la do contrário. Se a idéia era permanecer atenta a si, talvez o melhor fosse escapar da realidade para um lugar bastante distante. Consigo. Bem que tentou, mas seu corpo ainda estava presente.
Intensidade. Era essa a sensação que buscava e que finalmente conseguira. Não, não imaginara que a franqueza seria indolor, mas talvez tenha se esquecido que machucar os outros é uma faca de dois gumes.
Finalmente, viu sangue de barata. E não se parecia nada com o que corre em suas veias.
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