Céu azul
Seus olhos se fecharam ao sentir a fumaça, o café realmente estava quente. Apesar da tentação de tomá-lo de uma vez, preferiu o café morno por ser muito mais saboroso. “Pleasure delayer”, sorriu ao lembrar-se de Vanilla Sky, um de seus filmes preferidos.
Era uma dessas manhãs nubladas, regada a suores negros e perspectivas obscuras. O futuro era uma incógnita, mas o presente lhe dava a certeza de que cada segundo valeria a pena.
O asfalto despedaçado e a estrada mal sinalizada lhe davam náuseas. Sempre teve enjôo ao ler enquanto dirigia, mesmo que fossem manchetes na capa da revista estampada na banca. Decidiu então que o certo seria abastecer, descansar um pouco, retomar o fôlego.
A viagem estava só começando e o sol ameaçava despontar, na promessa de um céu azul.


Decidiu então que o certo seria abastecer, descansar um pouco, retomar o fôlego.
não era só o asfalto que estava despedaçado. é preciso crer na tal promessa do céu azul, mesmo com tantas perspectivas obscuras. não, não vai ser fácil.